Encontrei-me. Deparei-me novamente comigo mesma, aquela com a gargalhada solta, com a personalidade impetuosa, do brilho refletindo-se no olhar, do desejo de ser livre. Apaixonei-me por mim novamente, pelo eu calado que não se manifestava mais. pelo mesmo eu que solicitava a minha atenção, que pedia baixinho quase como quem sussurra um pedido ao vento. O eu cansado de não ser ouvido, exausto por tantos murmúrios. Mesmo que o tentassem manter recluso por vontade, obrigação, culpa ou medo… Ele agora esmurrava paredes. ( Nicolle Albiero)
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.